Quem vem lá?

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Um dia iluminado


Hoje é um dia iluminado
não de luz elétrica
e mesmo se o céu é nublado
brilham os olhos que se olham
claros
evidentes
permanentes
a dois passos da vida
fora do corte da ferida
se range os dentes como alívio
vê as ruas um dilúvio
bater as portas
não é assim que se comporta
peço
não prometo
esqueço
não esqueço
hoje não tem data
hora marcada nem exata
não tem compromisso
e a vida é toda isso
com promisso
compro isso
se tivesse grana
mas não tenho gana
a vida se vive
uma vida eu tive
tenho
terei
viverei sabendo que tudo da vida
aproveitarei
acendo vela
olho pela janela
tantos que sabem e não sabem
vivem dentro da mesma panela
um dia
terei forças para mudar tudo
intensionada
farei o mundo
ficar mudado
andarei contigo, meu amor, de braços dados
porque hoje...É um dia iluminado.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Legião da Má Vontade



Olá, você ligou para Legião da Má Vontade. Para insultar alguém, tecle 1; Para ser insultado, tecle 2; Para uma boa peleja, tecle 3.
Piiii
Você teclou 1, deseja insultar alguém, aguarde um de nossos atendentes.
- Emerson falando. Boa noite.
- Boa noite o cacete.
- Ok senhor. Do que estamos falando? Canalhice, corneação, dinheiro emprestado e não pago, zica generalizada?
- Corneação.
- Ok senhor, anote o número de seu protocolo. 7171. Quer xingar alguém ou a mim mesmo?
- Primeiro minha mulher.
- Estou ouvindo.
- Aquela filha da puta não tinha nem os dentes quando chegou aqui. Paguei tudo! Silicone, lipo, depilação definitiva. Depois peguei ela com o jagunço do motorista.
- Era negão senhor?
- Sim, como sabe?
- Imaginei. Continue.
- Agora a desgraçada quer pensão, metade de tudo. É ou não é uma vaca?
- Sim, é uma vaca senhor. Uma pervertida. Sacana, imoral. Mais alguma coisa senhor, deseja me xingar um pouco?
- Não sei...
- Fique à vontade, estamos aqui pra isso.
- Hummm... Babaca.
- Legião da Má vontade agradece a sua ligação. Tenha uma boa noite.


- Piiiiii
- Você teclou número 2, deseja ser insultado, aguarde um de nossos atendentes.
- Ellen falando, em posso ajudar filho da puta?
- Bom, eu tenho um cargo público, andei mais sujo que pau de galinheiro, mas disse por aí que não tenho nada a ver com isso.
- Já sei, é político né, escroto?
- Pois é, empreguei minha família, desviei grana pública para a associação gerida por meus parentes, agora querem que eu me afaste do cargo.
- Entendi seu puto, e estou te reconhecendo. Você fez atos secretos?
- Sim e demiti muita gente que só soube mais tarde. Eu tinha um motorista contratado por oito mil reais. Sou um canalha.
- Mais que isso você é cara de pau, dissimulado, um sem vergonha.
- Isso, continue, por favor.
- E tem mais, teu bigode é péssimo e já saiu de moda há muito tempo. A puta da sua mulher nunca disse que é nojenta essa buceta embaixo do seu nariz?
- Não.
- E a puta da sua mãe?
- Também não.
- Então eu te digo. Você é mau caráter, constrange o senado, o País, é feio e deve ser brocha.
- Obrigado Ellen. Acho que por hoje é só. Mas fiquei nervoso, gostaria de xingar um pouco também, toda essa pressão me deixa estressado.
- Tudo bem, mas o senhor precisa ligar de novo e apertar o número três.


Piiiii
- Você teclou 3, deseja uma boa peleja, aguarde um de nossos atendentes.
- Kátia boa noite, e aí cabaço?
- Estava falando com a Ellen.
- Pau no seu cu, agora fala comigo otário.
- É.... eerrr... Estou um pouco constrangido em pelejar com uma mulher.
- Vai chorar, cuzão?
- Aí também não, eu sou cabra macho do Maranhão minha filha, você não tá ligada, mando te matar.
- Vê aí o que você pode fazer trouxa.
- Sou dono do Maranhão inteiro.
- Pau no seu cu.
- Sua proletária, fica aí nessa vidinha honesta atendendo telefone o dia todo, babaca.
- Vai por inferno.
- Eu vou mesmo, o capeta é meu aliado.
- Fala pra ele comer sua bunda então.
- É... é... é... sua puta.
- Mais alguma coisa senhor?
- Não, só isso, to super aliviado, muito obrigado Kátia.
- Legião da Má vontade agradece a sua ligação. Tenha uma boa noite.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

A namorada do Zé


Tom Zé, desolado

- Olá, muito lindas as suas fotos, tenho uma queda por branquinhas.
Respiro um pouco... Continuo:
- Eu sei que você mora longe, mas quem sabe não marcamos um encontro.
Cruzo os dedos, fico me gabando, acho que mandei bem.
- Sou super alto astral, carinhoso e serelepe, tenho olhos de jabuticaba.
Desculpa Tom Zé, agora dei uma exagerada.
Ao meu lado, Tom Zé, o boxer mais gostoso do mundo, abana o rabo e mal imagina que estou xavecando cachorras pelo Orkut na esperança que alguém se interesse em ajudá-lo a perder a virgindade. Acho isso um pouco triste. Mas estou empenhada. Não me sinto muito bem jogando conversa em outras fêmeas. Como algumas pessoas por aí, adotei um procedimento padrão: Adiciono, depois elogio as fotos, começo perguntar onde mora. Acho uma pena que não exista um lado subversivo do boborkut para os cachorros. Cachorras vadias com fotos mostrando o rabo ou as oito tetas. Cachorros com o batom pra fora. Seria tudo mais fácil. Mas não, as cachorras do Orkut são de família e eu tenho que ficar dando a maior migué pra arrumar uma namoradinha pro Zé.
Teve uma que eu quase me apaixonei. Trocamos muitos recados. Ela escrevia depoimentos com frases feitas e eu abraçava o Tom Zé na esperança de que finalmente ele havia encontrado uma parceirona para sexo casual e até quem sabe, futuro compromisso. Era boxer branquinha como ele, eu já imaginava os filhotes e me sentia meio boba por estar tão empolgada. Ele continuava ao meu lado, lambendo latas de sardinha, distraído a todas as bobagens alheias ao instinto.
Até que um dia ela apareceu namorando. E na página dela, muitos recados de outro cachorro. Fui tomada por uma raiva, uma dor de corno que não sabia explicar. Chamei o Zé: “Olha Tom Zé! Que vagabunda!” Ele abanava o rabo. “Não Zé, você acaba de sofrer sua primeira desilusão amorosa, entristeça-se!”. Na verdade quem tava inconformada era eu. Meu xaveco não funcionou. Coloquei Lupicínio Rodrigues pra rolar no som e abracei o Tom Zé. Pobre cão, nem uma cachaça pode tomar.
Agora fiquei menos seletiva. Por enquanto o contato mais íntimo dele foi com a veterinária. Sem o menor pudor, ela foi realizando o que seria o sonho de todo garoto virgem. Ele só se estrepou quando ela apareceu com um baita termômetro numas de medir temperatura.
É.... São os prós e contras da vida. Seja ela humana ou canina.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Quem não rima aplaude o adversário


“...Drão! Os meninos são todos sãos,
Os pecados são todos meus
Deus sabe a minha confissão
Não há o que perdoar
Por isso mesmo é que há de haver mais compaixão...”

Nasci sob signo de capricórnio, com ascendente em áries, lua em touro, e pra quem prefere o calendário maia, meu Kim é Vento Cósmico Branco. A partir daí os aficcionados por pré- concepções já têm um prato cheio. Mas acho que às 11h50 do dia 26 de dezembro de 1982 outro fator foi mais forte na influência do que seria o começo da minha caminhada: O som que rolava no velho toca fita que meu pai levou pra entreter minha mãe. Era Drão, do Gil. Entre muitas coisas ditas no som e que me identifico muito, “não há o que perdoar” é a que mais me diz respeito. Se tem uma coisa que eu não gosto é pedir desculpas. Minha redenção (no sentido de se remidir e não religioso) se dá de outras maneiras.Também não gosto que me peçam. Dá um pouco de raiva e vergonha alheia. Todas as vezes que achei que deveria me desculpar - sim, porque o fato de eu não gostar de pedir desculpa não significa que eu não erro e muito (mesmo tentando evitar, de coração)- procurei mostrar com atitudes o meu gosto ou desgosto pelas coisas. O papo é outro e quem fica atento reconhece e troca, quem não reconhece fica achando que ficou algo por dizer. Mas não há. E nem vai ter. Sendo assim, quando reavalio as coisas, lembro com alegria algumas escolhas e lamento outras. Por outro lado, sei que tudo sempre aconteceu como deveria ser, porque eu sempre agi guiada pelo bem, pelo o que achava certo. E nunca me fiz de rogada diante do que acredito. Não acho que tudo vai dar sempre certo assim, apenas ajo com a verdade em relação às coisas que permeiam a minha vida. E a minha parte é essa.
Assim é pra qualquer âmbito: Trampo, amor, família, amigos. Não à toa, quando penso nas pessoas que passam pela minha vida, não tenho dúvidas de que faço, ou pelo menos tento, fazer o melhor em todas as situações, isso enche meu coração de amor e me faz olhar sempre adiante. Porque a porta da frente sempre será a minha saída.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Tempo rei


Dia desses eu falava sobre minha avó Dulce. As peripécias da espanhola ainda me parecem muito engraçadas e sou capaz de sentir o cheiro do inhoque de batata que eu gostava de comer cru. Também lembro meio chateada, do dia que ela desceu a chinela em mim por conta de um desenho feito na parede recém- pintada. Mal sabe ela, que frustrou minha carreira artística ali. Ou outra vez, que ela me incentivou a dar um cacete na minha prima maior que eu, que havia me dado um anteriormente. Poxa, não era da minha natureza, eu não me senti bem, mas ganhei um torrone pelo feito. Ela me deixava comer bolotas de açúcar. E fumar o cigarro dela. Só que eu tinha sete anos.
Aos meus oito anos ela cansou. A saudade que eu tenho dela é como se fosse uma coisa recente, é como se na semana passada eu tivesse estado com ela, ou uma hora atrás, ou, quem sabe, agora mesmo, esperando ela acabar de fazer o bolo de cenoura pra poder raspar o tacho. Não parece que já faz 18 anos que não a vejo. Certas coisas são atemporais. Sentimentos não fazem acordo com o calendário. São independentes dele e sabem mostrar como são. É como quando encontramos um amigo verdadeiro que nunca vemos. A conversa é igualzinha, o mesmo amor, a mesma confiança. O coração não conta, nesse caso, o tempo que as pessoas passam sem se ver.
Existe um tempo que não é contabilizado em horas, dias, não tem o batismo dos dias da semana, não acontece só em ano bissexto. Quem controla esse tempo é o coração, e só ele. Por outro lado, algumas coisas muito recentes do ponto de vista cronológico, parecem muito distantes. Isso porque o coração se distanciou antes que você pudesse se dar conta. Aí alguém que não está mais ao lado há 18 anos, parece mais próximo do que algo que estava aqui agorinha mesmo. Nem esfriou o sofá. Não é contraditório, é a realidade que se firma acima das coisas que usamos para contar o tempo: Nossa idade, o prazo pra deixar de ser estagiário e ser efetivado, pra ficar noivo e casar, entre outras churumelas. Não há tempo mais importante que o tempo do coração, nem nada que conte mais quando se trata de pessoas. Porque mesmo uma pessoa racional deve saber, que com gente, tratamos com o coração. Ficar contando dias, prazos, e isso ser prioridade, é pra negócios. Para matérias a serem entregues, TCC, horário de busão, gente não. Não se mede amor pelo tempo. Nem pelo tempo em que ele não faz parte do seu dia a dia e muito menos por quando passou a fazer.

Ps: Foto de Pablo Nabarrete. Pôr do sol em Boiçucanga. Visto há pelo menos 22 anos. Sempre como se fosse primeira vez.

domingo, 14 de junho de 2009

Pé no chão. Braços abertos.


Tem gente que dá muito valor para as certezas. Certeza de um trampo seguro, da fidelidade do maluco que dorme do seu lado, certeza de como o dia será amanhã. A necessidade de ter certeza nas coisas pode ser um grande impedimento em vivê-las por inteiro. Na hora que elas acontecem. Porque a hora de acontecer nada mais é do que a hora que seu coração te diz que é ali mesmo que você deveria estar naquele momento. E pra isso não tem hora, grande acontecimento, não é daqui dois aniversários, pode ser agora mesmo se assim disser teu coração.
Ser flexível ao que não era esperado é questão de treino, mudanças assustam e é difícil sair da zona confortável. Sim, porque mesmo uma rotina cheia de pequenas frustrações uma hora acostuma. E aí quando temos chance de fazer diferente ficamos com aquela sensação de criança no parquinho, antes de entrar no túnel fantasma, vontade de sair gritando, incapaz de imaginar o que espera lá dentro. Mas a outra possibilidade é aceitar. Aceitar as oportunidades que a vida oferece, aceitar o que nos é posto no caminho. Abraçar. Entrar no carrinho do trem e dar risada quando o monstrengo com cara do Serra aparecer. Lembrar que o carrinho, assim como tempo, não pára. E as coisas independem da sua bundamolice para acontecer, o carrinho continuará nos trilhos se você não entrar, e amanhã o cara da feira vai embrulhar um peixe no jornal, a velhinha vai jogar um punhadinho de milho pras pombas. Será um bom dia pra um monte de gente, e um mal dia para outro tanto. Você escolhe como estar em meio a todo esse movimento. Se será omisso, arrumará álibis pra tudo que não acontece como se contava, ou se vai abrir os braços e aceitar com zelo o que é teu por merecimento.


Ps: Foto de Gustavo, meu amigo Sudão. Em Paranapiacaba. A neblina não nos deixava ver muito adiante (estou há uns 4 metros dele) mas nós não paramos de andar. Como deve ser.



terça-feira, 2 de junho de 2009

Eu, eu mesmo, meu umbigo e meu olho vesgo


Poucos momentos nos deixam tão frente ao que somos quanto alguns simples em que estamos sozinhos. Há quem goste de se deparar assim e há quem se incomode com tantas constatações. Faço parte do primeiro grupo. Fico muito à vontade, sou muito confortável com o que sou. E não acho, por isso, que não tenho um milhão de coisas a melhorar em mim, não tem nada a ver o cú com as calças. Eu amo estar em companhia, sou louca pelos meus amigos, minha família, meu cachorro bafudo. Mas ficar sozinha também é uma delícia. E necessário. Seja pra ler um livro, andar no seu ritmo, enfiar o dedo no nariz.
Neste momento, conversava com um grande amigo pelo MSN, falei que estava entretida, escrevendo um texto sobre o prazer da solidão, sobre o gostoso de estar sozinha (não SER, mas ESTAR). E ele teve um insight, um pensamento profundo:

*Eduardo* ॐDu diz:
isso vai depender muito do motivo da solidão... se for bom vai ser bom se for ruim, péssimo
Marina Bastos diz:
é o que vc tem a dizer sobre o assunto?
*Eduardo* ॐDu diz:
a solidão traz inspiração quando me sinto seguro...
*Eduardo* ॐDu diz:
ela é para os fortes


Semana passada fui ao cinema com uma amiga. Fomos assistir ao filme sobre a vida do Wilson Simonal. Era quinta feira e eu havia encarado a dupla trólebus e metrô para ir pra Sampa. Chuviscava e eu ouvia Louis Armstrong no MP3 (continuo não tendo um ipod. Vê se pode). Depois do filme minha amiga foi embora com pressa e eu havia calculado mal o tempo, já que me encontraria com outra amiga que só chegaria uma hora e meia depois. Fiquei sozinha. Por um momento entrei em pânico. Estava sem crédito no celular e nem poderia importunar meus amigos. Dez da noite. Comecei a subir a Frei Caneca. Coloquei os fones, estava rolando Samba de Verão. Coloquei no volume máximo, danei cantarolar “Você viu só que amor, nunca vi coisa assim, e passou, nem parou, mas olhou só pra mim”... Uma hora o som falhou e eu percebi que estava gritando. O bom é que ali nada espanta muito. Fiz a volta na Paulista e comecei a descer a Augusta, só havia passado alguns minutos. Lembrei da sensação da esteira na academia. Sendo assim, parei num boteco. Pedi uma cerveja e sentei no balcão. Paquerei uma coxinha. Um guarda noturno me paquerou enquanto virava um copo de stanheguer. Hoje é meu dia, pensei. Pedi uma Brahma. “Dois copos?”, olhei pro lado “Só um”, respondi. O bar era meio fedido, tinha um esgoto do lado de fora que alguém com muito senso estético cobriu com um carpete colorido e encardido. Procurava não olhar muito para as pessoas. Pra não caçar assunto. Uma mulher sozinha sempre parece estar afim de companhia. Ali mesmo havia vários caras sozinhos, eles olhavam meio solidários. Acabou minha cerveja. Liguei a cobrar para dois amigos. Pedi outra cerveja. Lembrei da minissérie da Maísa, ela cantando “Meu mundo caiiiiuuu”, com um copo na mão. Fiquei com um pouco de pena de mim. E isso me pareceu muito engraçado. Comecei a rir e foi ficando constrangedor, mas esse é o tipo de pensamento que se você conta pra alguém não tem a menor graça. Ri até o olho lacrimejar. Aí aconteceu uma coisa doida: Uma coisa minha. Quando eu dou muita risada tem vez que eu choro na sequência. E foi isso que aconteceu. As pessoas do balcão esboçavam um risinho para acompanhar o meu, e a cara delas simplesmente se transformou quando perceberam que eu tava chorandinho. Tudo bem... Passou, passou, me recompus, refiz o rabo de cavalo, ajeitei a blusinha. O cara do bar se aproximou, viu que minha garrafa já estava no fim e trouxe outra sem eu pedir. Deixei, vai. Ele começou a contar uma piada tosca pro cara do meu lado, de gaúcho. Percebeu que prestava atenção e contou pra mim também. Resolvi contar uma boa pra eles. Ficamos rindo. Minha amiga chegou e desacreditou, ela tinha ido voando porque eu estava sozinha e quando chegou eu estava contando piada e me acabando de rir. Ela falou que o bar era feio e fedia muito, que tava insuportável. Engraçado.... Eu já nem percebia!


Ps: Foto de Marina Xavier. Uma companhia maravilhosa. Até pra ficar sozinha.