
Junto com minhas calças vão-se parte das convicções. Ficaram largas demais pra mim; Abraço e sinto forte pulsar do coração que ora, acreditava....
Vai-te desfazendo dos diamantes que ornei tua imagem em qualquer Diamantina.
Perde-se em luminosos sem luz. Desafia meu poder de dedução, subestima o tamanho do que me dói; Minha mão escorria por uma perna ocupando-se de um transe com gosto de Marlboro...
Retorna-me ao passado, onde parei, onde me perdi. Onde me acostumei ao riso e quando descobri que a cumplicidade é casual; Beijo um peito nu...
Psicografo palavras que saem da caneta hemorrágicas numa madrugada fria qualquer.Nenhum frio é maior; Arranco um cinto, me puxo algo, fico por cima , altiva...beijo com a violência de um Peckinpah em ação...
Agora o cigarro enjoa. Incalculável o engano, a perda e o que há de bom; Acaricio, beijo seu pescoço de penugem arrepiada, afundo as pontas dos dedos na pele das costas, possuo. Um suspiro. Reconforto. Entrega-se...
Toca qualquer coisa no rádio, não toca CD. Muitas coisas estão quebradas. Crimes perfeitos não deixam suspeitos... Um dia desses num desses encontros casuais...
Prefiro o Marvin Gaye que trouxe embaixo do braço. Mas já não posso escolher sempre; Paixão insana, prazer e dor. Vou ao céu e ao inferno. Vejo estrelas num deserto de areia branca.
Não, não vale a pena ter raiva. De tudo o que foi dito nada faz tanto sentido. E o que me espera é a estrada sob a lua que mais parece um cálice que me embriaga; Beijo todo um corpo nu mas agora é ternura.
E a vida, claro, a vida me espera de braços abertos. Amantes; Meu chá verde de lichia pela metade na geladeira...
Sim você me ama; Antes de pensar em morte lenta, mais lentamente ainda você adoraria saber o gosto da minha boca...
Tiro o chapéu, você (me) acertou meu bem. Ganhou um engradado e minhas grades.
Mas não o que me faz grande...





