Quem vem lá?

terça-feira, 15 de junho de 2010

Sonhos não envelhecem

“E basta contar compasso
E basta contar consigo
Que a chama não tem pavio
De tudo se faz canção E o coração na curva de um rio rio rio rio...”

(Clube da esquina nº 2)

Noite passada eu estava num barco percorrendo um rio revolto, tipo Pororoca, com ondas, barrento. E não estava sozinha, estava com minha mãe e algumas amigas próximas. De repente o barco entrou em trilhos e danou a fazer curvas vertiginosas na maior velocidade e eu me segurava nas madeiras que iam se soltando, com o coração na boca.
Mas essa noite... ah foi muito mais tranquila, estava acampada nas margens de um rio (dessa vez calmo e claro), debaixo de um céu de estrelas, alguém tocava um violão. Estava vestida com uma blusa xadrez verde que adoraria ter e comemorava o ano novo. Com direito a fogos champagne.
Acordei com uma sensação boa, renovação, começo. Eu sei, o ano nem é tão novo assim, já está pela metade. Mas porque não começar agora, e quem é que disse que a gente tem que bater continência para os xis que povoam o calendário? E quem é que falou que isso é um ano? Quem deu esse nome? Nesse mesmo espaço já discorri certa vez sobre o “tempo do coração”, pois bem, o meu diz que nem a mais poderosa mandingueira seria capaz do “abre caminho” que meus sonhos me ofereceram esta noite e também quando acordei.
Missão cumprida, coração tranqüilo, aquele abraço pra quem fica. Dificilmente senti-me assim em qualquer data que impusesse tal sentimento. E naquelas listas enormes que a gente se enche de incumbências, “fazer curso de inglês, beber menos, entrar na academia... etc e tal”, na lista do meu (re)novo ano/tempo, sugiro-me com carinho apenas dois itens: Ficar em paz. E ser feliz.

5 comentários:

Camilla Aloyá disse...

muito bem garota!
itens bem pensados...
muito asè pra ti!

Talita disse...

Marina é assim... Marina sabe? Contarei uma coisa. Hoje falamos no tel. Questionei ela sobre sua postura em relação a certas patifarias. Quis matar ela com algumas coisas que dizia, tipo: “ah não consigo desejar mal” (e eu pensando: mas tem que conseguir!! KKK), ou: “não vou mudar por causa disso” ( e eu pensando: vc tem que botar as pessoas no lugar delas! Hunfs!)

até que uma hora dei piti: marinaaaaaa chegaaaaa, como vc pode falar de querer bem, de pazzz, em situações que vc devia matar um!!

Silêncio
E me manda essa: Mas essa é minha natureza.

Silêncio de novo.
E com a voz murchinha, rindo de pouquinho : É minha maior riqueza.


Fim de papo. Te amo Marina. Por você ser assim. Te amo muito. Pensei em ti o dia todo depois disso. E agora to contando pra todo mundo aqui no seu brog.
To com você em qualquer barco ou barca furada, minha grandona. Anjo. Tu é foda.

Carol disse...

Os sonhos da Má são mais bizarros, mas todos cheios de significado. Adorei o texto, curtinho e bonito feito um sonho bom!
Beijos na pintinha do queixo Mazinha, sua alegria todos os dias faz a gente querer ser uma pessoa melhor.

Adoro-te

Ps: Talita, dito e feito, dá pra imaginar a Ma falando isso pra vc. Mas olha, qdo a bixinha dá pra falar uma pá tb tem pra ninguém hein hihihi

Para aqueles! disse...

um belo texto mazinha.. uma vez escrevi um com o mesmo título (quando eu me permitia escrever mais coisas).. rsrss

Vida de Joanninha disse...

E é tudo novo de novo! mais uma vez isso. Quero mais daquilo. Nada daquele!!! E assim amadurecemos!!! Viva todo o ano novo! Ele é seu!!!