Quem vem lá?

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Desapego







Do dicionário aurélio: desafeição; desinteresse; desamor; indiferença; desprendimento.
Se colocar no Google, 417.000 resultados aparecem. E como é que nada disso consegue traduzir o que eu sinto, ou melhor, o que eu preciso? Será que o desapego é dom exclusivo de sagitarianos e freqüentadores de micareta?
Ontem cheguei em casa um pouco embriagada. Estava contente porque encontrei vários amigos que não via há tempos e o fato de eu ficar a noite toda pagando quase 6 mangos numa long neck foi compensado. Um amigo perguntou se eu havia comprado meu vestido na liquidação de réveillon. Poxa, faço de tudo pra caprichar no figurino e o cara me vem com essa... Mas depois, pensando por outro lado, fazia um puta tempo que não o encontrava. E amigo que é amigo é assim. Já chega zoando. Quando o vi, não pensei em perguntar ironicamente “e aí tem saído muito, tá na balada né?” ou então: “Você deve estar conhecendo muitas outras amigas por aí, não é mesmo??” Simplesmente porque eu posso ficar um baita tempo sem vê-lo e nada vai mudar, meu carinho continua o mesmo, quero mais é que ele se divirta. Isso deve ser amor. Aí nós vamos embora. Ele me abraça e diz “Adorei te ver Má, a gente se fala”, e o incrível é que não perco nem um milésimo de segundo pensando “Mas será que ele vai ligar mesmo?”. Só não sei por que não consigo agir assim sempre. Apego se disfarça de amor. Não só ele como a culpa, a carência, a solidão, etc. Mas eu tô ficando escolada e conseguindo enxergar com minha visão mira laser com nigth shot quando algum desses sentimentos zombeteiros colocam óculos de disfarce (saca aqueles com narigão, bigode e óculos?) e tenta se passar por amor.
Só não sei onde fica o desvio das minhas idéias. Esse software instalado na minha caxola que não me deixa dizer as coisas que eu realmente sinto. É como se ao passar pela minha boca as idéias se confundissem, o que era branco fica preto, o doce, amargo etc. Talvez eu precise mesmo é me desapegar um pouco daquilo que eu acho que eu sou. Pra tentar começar de novo. Acho que eu preciso morrer um pouco. Acho que a saudade e o receio estão me deixando no elo. Acho, também, que to virando emo.

3 comentários:

Talita disse...

Ai Mázinha... vc tem um jeito de falar as coisas que só vc mesmo!! Pensa numas comparações que eu não sei de onde saem. e nem como a sua cabecinha produz tanta coisa engraçada. Até qdo tá triste faz os outros rirem. Essa é sua missão, eu acho. Bjokas, te amo muito, e por favor, vc é linda do jeito que vc é e mta gente te ama (emo!! hahaha) desse jeito seu aí.

André disse...

EMO foi demais heim Má!!!
Pois é..As vezes nos enganamos mesmo né. NOS ENGAMOS, ou seja, você mesmo se engana..Olha que coisa feia de se fazer consigo próprio..
E quando não nos enganaos, parece que o cupido é estrabico...
Mas um dia vamos conseguir juntar o melhor dos dois mundos...
Beijos!!!

teresa disse...

Estou querendo achar a Sonia, perdo contato, vc esta muito parecida com ela beijos
Teresa amiga BOIÇUCANGA, mahtiatheresa@hotmail.com
beijos a Pablo e Luizão